quinta-feira, 8 de julho de 2010

UNIÃO ESTAVEL


Quando comecei a namorar o Mino, resolvi apresentá-lo para a minha mãe por telefone, uma vez que eu estava em São Paulo e ela estava em Caraguá.

No meio da conversa comecei a responder: "Não mãe, ele não tem a minha idade... Mãe, ele é só um pouquinho mais velho... que o papai". hahahaha.

Alguns meses depois eu e o Mino fomos morar juntos e logo em seguida eu mudei de emprego. Na empresa, eu tinha dois dias para apresentar uma certidão de casamento ou um contrato de união estável para que o Mino pudesse ser meu dependente no convênio médico. Coincidência a parte, o dia da assinatura do contrato foi bem o dia em que minha mãe veio à São Paulo nos visitar.

Conversei com o Mino na sala de casa e minha mãe ouviu nossa conversa: "Amor, precisamos fazer um contrato de união estável amanhã". "Para que?" perguntou o Mino. "Para você ter acesso ao meu plano de saúde, horas". Minha mãe interveio preocupada: "Você vai se casar com o Mino? Então aproveita e congela os espermas dele, porque ele não vai durar muito tempo, aliás, nem se preocupe com o convênio, com a idade dele, provavelmente ele não terá tempo para usar" hahahahaha, minha mãe e sua sutileza.

Enfim, no dia seguinte, o Mino, minha mãe e a Silvia (uma amiga da minha mãe) foram me buscar no meu trabalho na hora do almoço para que eu pudesse fazer o contrato de união estável com o Mino.

Ao adentrarmos no cartório, estavam saindo um senhor com uma garota. Dentro do cartório estava vazio, pois era horário de almoço, havia apenas uma escrevente atrás de uma mesa e outro escrevente que nos atendeu. Pedimos o contrato e enquanto o escrivão redigia o documento, o telefone da outra escrevente tocou.

De repente a escrevente começa a chamar: "Senhor, Senhor". O Mino virou-se para a escrevente que mostrou o telefone para ele e disse: "Senhor, sua esposa ao telefone".

Nesse momento eu gelei. Minha mãe começou a falar alto no cartório: "Filha, é um sinal, não casa". O escrevente que acabara de me dar o documento de união estável para assinar, retira-o imediatamente das minhas mãos. O Mino ironicamente em voz baixa sussurra: "Há alguém que queira impedir esse casamento? Que fale agora ou cale-se para sempre".

A escrevente petulante retruca: "É a sua esposa sim. Ela disse que você estava com calça bege, camisa azul e com a filha do lado. Você não é o senhor Orion?" hahahahaha. "Quem manda casar com um homem mais velho, bem feito" disse minha mãe.

O escrevente que havia retirado impiedosamente o contrato das minhas mãos responde: "Não Jaqueline, o senhor Orion e sua filha já foram atendidos e foram embora".

Muito sem graça a escrevente se desculpa pelo mal entendido, assinamos o contrato de união estável e minha mãe teve que aceitar o genro mais velho do que ela.

Passamos por muitas outras confusões depois desse episodio, mas serão cenas para os próximos capítulos.

Beijos e uma ótima semana.

Paty Quaresma

Um comentário:

  1. Adorei ..... você está escrevendo muito bem!! parabens! beijos srsrs prefiro não comentar....rrsrs Carla Abrahão

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