
Há um ano decidi eliminar da minha vida aquilo que foi motivo de tantas mulheres defenderem nos anos 60. Não, não foi o sutiã (risos).
Parei de vez com o anticoncepcional um pouco antes de a minha sobrinha linda nascer.
Achei que engravidar fosse simples, tipo encostar-se à toalha e engravidar, ou sentar no vaso sanitário e sair de lá "embuchada".
Não era bem assim... Então, há cerca de uma semana, decidi procurar programas de inseminação artificial e fertilização in vitro gratuitos do Brasil.
Minha mãe, a primeira a tomar conhecimento da minha decisão, com sua sutileza nata, soltou o seguinte comentário: "Já que é para ser artificial, não precisa ser o esperma do Mino, aproveita a chance e escolhe os cromossomos de um homem alto, forte, de olhos verdes".
Já minha vizinha jornalista Mônica, mais sutil ainda, sugeriu encomendar um caminhão de viagra...
Ainda bem que estou rodeada de pessoas compreensivas e humanas em relação aos meus sentimentos.
Enfim, fui em busca das alternativas:
1ª opção: Hospital universitário da USP. Problema: mínimo de 5 anos de espera. Fiz as contas, até lá o Mino estará com 60 anos, careca, com dentadura, curvado e usando bengala. Muito cruel, o tempo urge. Não posso esperar tanto.
2ª Opção: Hospital Pérola Bayngton. Problema, para obter o tratamento gratuito é necessário doar óvulos. Já pensou um monte de Patrícias pelo mundo? O Mino pensou alto: “O mundo não merece isso" hahahahahaha.
3ª Opção: Hospital ABC. A triagem é feita no dia e o custo da inseminação é de apenas R$ 600,00. Perfeito! Nem tanto, corremos o risco de ter trigêmeos, pois como o tratamento é praticamente gratuito eles só inseminam no mínimo 3 espermas.
Santo Deus! Precisarei de ajuda. Por isso envio abaixo o numero da minha conta bancária (hahahahahaha).
Beijos e um ótimo fim de semana a todos.
Paty Quaresma.
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